"Se não estás prevenido ante os meios de comunicação, te farão amar o opressor e odiar o oprimido" Malcom X

quinta-feira, 17 de julho de 2014

ENTREVISTA COM ELIAS JABOUR SOBRE O CONFLITO EM GAZA

* Por Juliana Medeiros


Entrevista com o geógrafo Elias Jabour, Assessor do Senado Federal, Doutor e Mestre em Geografia Humana pela USP, e um dos apoiadores dos atos que vem sendo realizados em prol da causa palestina. A transcrição da entrevista segue abaixo.



Crédito da foto: Fabiane Guimarães/FB


Movimentos Sociais e Entidades que defendem os direitos humanos realizaram na noite desta quarta-feira, em Brasília, uma Vigília Pelas Crianças de Gaza em frente ao Museu da República.

Com bandeiras, velas, e faixas de solidariedade à Palestina, os representantes do movimento também projetaram imagens alusivas à causa Palestina nas paredes do Museu.

Eu converso agora com Elias Jabour, Assessor do Senado Federal, Doutor e Mestre em Geografia Humana pela USP e um dos apoiadores dos atos que vem sendo realizados em prol da causa palestina.

RC – Elias, o governo israelense acusa o movimento islamita Hamas, pelo sequestro de três jovens cujos corpos foram encontrados em 30 de junho, com marcas de tiros. No dia seguinte, em 1º de julho, um adolescente palestino foi sequestrado e morto em Jerusalém Oriental. A perícia apontou que ele foi queimado vivo. Israel acabou prendendo, mais tarde, alguns judeus extremistas que confessaram o assassinato do garoto. Isso acabou gerando uma onda de revolta em Gaza e o Hamas iniciou então os lançamentos de foguetes (de fabricação caseira) contra Tel Aviv que respondeu, e responde ainda, duramente contra Gaza. Bom, esse é o resumo que vem sendo amplamente noticiado sobre o atual conflito na região. Até que ponto, Elias, a gente pode dizer que essa é uma leitura superficial da situação?

Primeiro eu acho muito estranho o Hamas se envolver nesse tipo de crime, sequestrar três jovens judeus e matá-los. Acho que essa é a primeira questão a ser levantada. Será que isso é verdade mesmo? Será que foi o Hamas que fez isso? Por que, historicamente, se você pegar o processo de luta que envolve o Hamas e outras organizações políticas daquela região, esse tipo de atitude não é “a cara” deles. É algo que tenho muitas dúvidas, se foi ele [o Hamas]. E é evidente que algum nível de resposta viria do lado israelense. Então, pegar uma criança e queimar viva e enterrá-la, eu acho que não é algo fora da realidade para quem já vem cometendo certo nível de atrocidades nos últimos 60 anos. A questão da superficialidade que é interessante. As pessoas e os meios que são obrigados a passar informação para o maior número de pessoas, elas não levam informação. Elas passam [somente] um lado da história. Existe um lado sendo atacado, vamos dizer assim, “como resposta a ataques de grupos radicais islâmicos situados na Faixa de Gaza”. Ou seja, para por aí a análise. E é evidente que chega até certo nível de saturação, em que as coisas vão ficando tão escancaradas que a própria “mídia hegemônica” pede para dar um basta naquilo. Porque já está pegando meio mal mesmo, não é? Então existe sim, um alto grau de superficialidade na análise das questões que envolvem o Oriente Médio, principalmente vindo da grande mídia. Ou seja, [você] liga no [canal] Globo News, ou nesses noticiários de massa, liga a TV e você não vê os dois lados da história, do por que as coisas chegaram a esse ponto. E o principal, não se fala a história daquele processo. E dificilmente você vê a imagem de um mapa da Palestina antes e depois de 1948, depois de 1967, depois de 1973, isso não aparece na televisão. E, por fim, o que eu acho mais interessante é: qualquer país do mundo que fizer um décimo do que Israel está fazendo com a Palestina, estará sujeito a graves sanções econômicas. Mas até agora eu não ouvi uma voz dissonante, dentro ou fora da ONU, colocando a possibilidade de Israel vir a sofrer sanções econômicas. Acho que essa é uma questão também a ser respondida.

RC – Como bem mostram correspondentes em imagens televisivas mundo afora, a maioria esmagadora dos foguetes de fabricação caseira que são lançados pelo Hamas não chegam a atingir Israel, quase sempre são interceptados no ar por sistemas antimísseis. Na última terça-feira, Israel registrou sua primeira morte - um homem atingido por um morteiro. Já em Gaza a situação é bem pior, são dezenas de mortos todos os dias. Dentre eles, muitas crianças. A ONU inclusive vem advertindo, desde o início do conflito, que a maioria das vítimas palestinas é civil. Você entende que existe aí certo “silêncio” da comunidade internacional sobre essa situação na região?

Tirando alguns países, vamos dizer assim, do [chamado] “eixo do mal”, como a Venezuela, o silêncio é quase que total e absoluto. Esse é o fato concreto. Imagine você – vamos fazer um exercício aqui –se a Coreia do Norte for atacada pela Coreia do Sul e disparar um míssil e morrerem quinze crianças coreanas do sul. Isso seria um escândalo internacional, não seria? Ou seja, veja se existe essa mesma medida para o caso da Palestina. Interessante que ontem, Israel começou a lançar mísseis contra o litoral de Gaza e matou três ou quatro crianças que estavam se divertindo na praia...

RC – É, foram quatro crianças de uma mesma família e o curioso é que foi há 200 metros de um hotel onde jornalistas de todo o mundo estão hospedados.

Ou seja, qual é a repulsa internacional a esse ato? Existe algum comentarista de assuntos internacionais na grande imprensa capaz de colocar o dedo na ferida dessa questão? O que é Gaza hoje? Gaza é um favelão. Sufocado, não tem água, está sem energia elétrica, o sistema de esgoto entrou em colapso e a ONU tem que pedir permissão a Israel para fazer um cessar-fogo de cinco horas [e entrar] em Gaza. É uma coisa horrível, eu acho muito horrível o que está acontecendo.

RC – A mídia, em geral, vem tentando atribuir todas essas mortes e o acirramento do conflito a algum tipo de “má vontade” dos palestinos em dialogar, como você interpreta isso Elias?

Olha, é o seguinte: você tem uma casa, você tem uma família, aí invadem a sua casa e, amiúde te expulsarem de casa, ainda estupram sua mulher e sua filha na sua frente. Como é [possível] ter algum nível de diálogo em pé de igualdade com quem faz isso? E não é exagero, é o que acontece na Palestina. Os Palestinos são o povo mais oprimido do mundo. Então, ao invés de se falar que os palestinos resistem ao diálogo, tem que se perguntar por que eles resistem ao diálogo, se é que resistem não é? E quais os temas que Israel vai colocar para continuar o diálogo, para sentar-se à mesa de negociação? Por que é muito fácil para Israel “propor” o diálogo, enquanto eles continuam colonizando partes árabes da Palestina.

RC – Houve agora um anúncio de um possível acordo, uma suposta tentativa do Egito de mediar um cessar-fogo. O gabinete de segurança de Israel declarou que havia aceitado esse acordo, mas uma nota distribuída pelo Hamas nega que sequer tenha sido apresentado um acordo ao movimento. O Hamas é uma organização sunita que engloba um partido e também um braço armado. E é também o mais importante movimento islâmico da Palestina atualmente, e que ganhou as eleições parlamentares em janeiro de 2006. E um dado interessante é que Israel costumava alegar problemas em negociar com os palestinos enquanto o Hamas não fosse parte das negociações [sendo ele tão influente na região], mas logo depois que o Hamas foi eleito, Israel passou a dizer que não negocia com o Hamas. Até porque [o Hamas] é considerada uma organização terrorista por vários países. Mas, junto à população Palestina, Elias, qual a legitimidade que o Hamas tem atualmente?

Total legitimidade. Eu posso falar com tranquilidade que tem muita legitimidade. Porque a Palestina não tem um Estado capaz de prover serviços médicos, de saúde, de pronto-socorro, de previdência, de educação, escolas, etc. E quem faz muito isso, é o serviço social bancado pelo Hamas. Esse é um fato objetivo. A Palestina hoje vive de ajuda internacional. Até por que, o que ela poderia exportar, ela não exporta. Por exemplo, óleo de oliva. Tanto é que a campanha internacional que existe na Palestina há muito tempo (eu estive lá em 2011) é: “Give me a choice”. Ou seja, “me dê uma chance”. A Palestina não consegue fazer comércio com ninguém, não tem nem aeroporto. Então como que um Estado desse pode sobreviver e manter serviços públicos básicos para a população dessa forma? Não tem como. Então, a legitimidade do Hamas vem por conta do papel de assistência social que eles fazem ali na região. Todas as forças políticas da região se legitimam através da história do próprio movimento e pela capacidade desse movimento em prover serviços públicos para a população. Ou em amenizar um pouco o sofrimento daquela população. O Hamas é sim legitimado naquele lugar, tanto é que ganhou as eleições. Então quando Israel “não quer negociar com o Hamas”, não é para o Hamas que ele está dizendo isso, [Israel] não quer negociar é com a Palestina.

RC – Os movimentos e entidades de luta pelos direitos humanos estão realizando aqui em Brasília uma serie de atos em prol da Causa Palestina, especialmente [agora] nessa situação conflituosa ali na região. Você tem como informar quais são as próximas agendas desse movimento?

Olha, houve dois atos que eu achei muito interessantes. O primeiro deles foi a entrega de um documento do movimento para o representante da ONU aqui no Brasil. E foi um ato muito amplo, muito aberto, em que o embaixador ouviu nossas opiniões, também falou um pouco em nome da ONU. O ato de ontem à noite teve um caráter mais de mobilização e que mexesse com a emoção. Foi um ato que mostrou imagens de crianças palestinas, em que acendemos velas, em que mostramos uma faixa [com os dizeres]: “Abaixo o apartheid de Israel contra a Palestina”. E a partir desse ato de ontem, toda uma agenda tem sido elaborada. Mas ainda hoje vai haver uma reunião, às 17h30 e vai ser elaborada uma agenda que vai ser passada para vocês com certeza.

RC – Nós conversamos com Elias Jabour que é doutor e mestre em Geografia Humana pela USP, Assessor do Senado Federal e apoiador dos atos que vem sendo realizados em prol da Causa Palestina e pelo cessar-fogo na Faixa de Gaza. Elias, muito obrigada por essas informações que você nos deu.

A agência da ONU para refugiados palestinos alertou que centenas de milhares de palestinos estão sem acesso à água após os ataques que atingem também as redes de abastecimento.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que “não tem escolha” a não ser intensificar a campanha militar contra a Faixa de Gaza. Israel anunciou também a mobilização de milhares de soldados na fronteira com Gaza iniciando o que seria uma ofensiva terrestre que pode piorar ainda mais a situação na região.


* Juliana Medeiros é repórter da Rádio Cultura FM 100,9 de Brasília e editora do programa Cultura Notícias Internacional, que vai ao ar de 2ª a 6ª feira às 17h.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Copa, BRICS e o revival do complexo de vira-latas

Esse texto está em um comentário meu no facebook, mas vou postar aqui (adaptado) por que não resisto em falar sobre tudo que tenho visto/lido/ouvido. A mídia (cada vez mais) influencia tanto mentes e corações que consegue mudar até a história da humanidade! Afeta nossa memória e mesmo o discernimento de algumas pessoas. Mas vamos lá:

Imagine que você tem uma família que vive por gerações e gerações em um lugar. Sua casa é bela, exuberante, tem múltiplas riquezas naturais e você convive com tudo isso de forma harmoniosa. Um pouco mais distante, vive um vizinho cuja família tem milênios de existência a mais do que a sua, tendo alcançado já alguma riqueza e desenvolvimento. Um belo dia ele "descobre" vocês por ali, ainda vivendo da terra e do que a natureza pode lhes dar. Enfim ele aparece e num primeiro momento se finge de amigo, lhe dá presentinhos, mas depois lhe rouba, estupra suas filhas, assassina os resistentes, retira na marra seus recursos naturais, a ponto de extinguir alguns, saqueia seus minérios, extermina árvores, fontes de alimento, sua beleza, sua força, e ainda forma em sua terra uma colônia onde, por séculos, irá explorar o trabalho de membros de sua família e de outros "selvagens" que ele trouxe de outros lugares mais pobres, para ajudar no trabalho de torná-lo ainda mais rico e poderoso.

Com tudo que lhe roubou, eles (e outros vizinhos ricos, que chegaram para ampliar o saque que o primeiro iniciou) investem em suas belas casas, seus templos de poder e na estrutura e formação de suas famílias. E você que ficou com a sua em frangalhos, segue tentando se reerguer. Eventualmente tentando preservar alguma altivez para seguir em frente, outras vezes tentando dialogar, se integrar, perdoando e esquecendo as dores do passado. Mas o tempo é cruel, corre contra você e é difícil, quase impossível, alcançar-lhes o mesmo patamar.

Você consegue se libertar depois de séculos de luta por direitos, mas ainda tem muito o que recuperar do prejuízo. Transformam em produto e consomem sua alegria, mas inserem à força valores (culturais e religiosos) que procuram desqualificar suas raízes e tradições. E você ainda tem que passar todo esse tempo de labuta ouvindo piadinhas, de que você "não vale nada", é inferior, mais feio, mais burro, mais preguiçoso. Até elaboram teses na tentativa de provar que você é geneticamente destinado ao insucesso. Mas você segue tentando preservar sua dignidade, e tentando transmitir aos seus a importância de seguir em frente e, mais ainda, a importância de buscar a felicidade. 

O tempo passa, não há mais conflitos extremos entre vocês. Seu vizinho "rico" então, se achando o detentor "natural" do direito de se sobrepor a tudo e a todos, se junta com outros parceiros "predestinados" e inventa uma guerra com outras vizinhanças e culturas e simplesmente mata praticamente TODOS, rouba deles TODA a riqueza, móveis e imóveis, de roupas a joias, mata-lhe os filhos reconfigurando gerações futuras, não respeitando absolutamente nada, nem mesmo a Carta de Direitos. Mas, felizmente, acabam vencidos por outras vizinhanças (e até uma ajudinha sua) que, juntas, colocam um ponto final nisso e toda essa comunidade volta, aos poucos, a viver novamente com alguma harmonia. Ainda assim, jamais tirariam deles aquilo que roubaram, não haverá julgamento ou compensação. A liga dos "vizinhos ricos unidos", fará sempre aquela cara blasé de quem tinha o "direito" de fazer o que fizeram e continuarão a multiplicar suas riquezas, sem remorso algum do sangue que derramaram. Afinal, estavam apenas "expandindo seu território", são "conquistadores", merecem até uma estátua no centro da sua maior cidade para que seus filhos aprendam que "corajosos" são eles, que desbravaram essa "terra selvagem". E você lá, correndo, arfando, suando, estudando, investindo em seus filhos, sonhando, tentando "chegar lá" enquanto lhe xingam, ridicularizam, o chamam de pobre, subdesenvolvido.

Os tais vizinhos privilegiados se reorganizam em uma grande força militar que ameaça todo o resto que não faz parte do mesmo "clube dos ricos". Com isso, estabelecem políticas de "ajuda humanitária" que na verdade são uma fachada para que continuem (até hoje) roubando, matando, expropriando outros vizinhos mais pobres (afinal, tanta terra ainda a explorar), controlando inclusive a COMUNICAÇÃO, que é para convencer todo mundo de que eles são "no fundo" tão bonzinhos quanto o 'Meu Malvado Favorito', na verdade eles são a "força do bem contra o mal" e fazem isso para "salvar o mundo dos terroristas". Tornam-se então nossos heróis, vultos que passam a ser doutrinados em nossas escolas (enquanto aqueles que lutaram por liberdade e direitos são completamente apagados da nossa memória). A tal ponto que qualquer crítica aos "métodos" passa a ser um tabu, coisa de "radicais". Seus filhos (e até você) começam a acreditar que precisam mesmo é agradecer a toda essa "proteção" que eles lhe dão sem cobrar quaaaase nada (só uma ou outra relação comercial injusta, mas isso é próprio do "mercado", da "livre concorrência", faz parte).

E mesmo depois de ter sido roubado e humilhado por séculos, você se aproxima do 5º lugar em riqueza e desenvolvimento em relação a todos os outros vizinhos, na verdade você até que está em situação bacana agora, seus filhos viajam e estudam nas terras "rycas" e eles, que agora estão um tantinho quebrados, ficam felizes vendo vocês chegarem lá e gastarem a rodo.

E você vai além, se une àqueles que estão em um mesmo estágio que você, e buscam estratégias para se ajudarem mutuamente e encontrarem maneiras de ajudar outros povos, com condições mais justas, mais humanas. Mas, novamente, sua própria mídia tenta provar o quanto todos vocês aí, pobres, são ridículos, tentando mudar as regras do jogo. Te espionam descaradamente, conspiram e, desta vez, não para te roubar, mas para não deixar que você se aproxime. A palavra agora é competição, uma das benesses da "democracia".

Nesse meio tempo, seus filhos, no esporte, conquistam CINCO vezes um campeonato. Nenhum dos outros, nem mesmo os mais ricos conseguem o mesmo feito. Mas um dia vocês organizam um mega campeonato na sua casa e seus filhos perdem feio, vexame total. "Logo você que era o melhor nisso, nem isso você faz direito seu mané?"... E você embarca novamente na onda derrotista. 

Até que você pára e pensa que tem duas opções: entender que é só um esporte e tocar em frente o trabalho de continuar crescendo e corrigir as falhas (inclusive aprendendo com o que os campeões fizeram de positivo), OU se sentir um lixo, vender isso todos os dias na sua própria mídia como uma hipnose coletiva, convencendo cada criança de que somos "a cara do fracasso", e reconhecer que eles sim, é que "sempre foram melhores em tudo", nós é que somos "atrasados mesmo".

A questão, meus caros, é que para vencer esse "atraso" devemos tirar a máscara, mas não é a "de dormir", por que aqui as pessoas sempre trabalharam muito, não tiveram muito tempo para dormir, e até "ergueram edifícios onde hoje não podem entrar", como diz o poeta. Sobrevivemos à exploração, à colônia, à escravidão, estamos buscando a integração com vizinhos mais próximos, estamos buscando aprender com cada cultura, preservando o que temos de melhor. Perdoamos, nos relacionamos com respeito até mesmo com aqueles que um dia nos exploraram, somos parceiros, e mais, temos condições de ajudar outros mais pobres (ajudar e não fazer proselitismo com a dor alheia). Mesmo assim, até hoje lutamos contra mentiras que convencem muitos dos outros (e dos nossos) de que não somos nada. Foi preciso realizar um mega evento, atraindo 600 mil estrangeiros de uma só vez, e vê-los encantados com cada traço de nossa cultura, querendo "exportar" para seus países coisas tão singelas quanto um simples ABRAÇO, para que as pessoas - até brasileiros! - passassem a ver que "até que somos legais".

A máscara que precisamos tirar minha gente, é realmente essa do "complexo de vira-latas", como sacramentou Nelson Rodrigues em 1950. Por que se a gente parar para prestar atenção (e me perdoem a expressão, mas não encontro outra melhor), nós somos mesmo é foda pra caralho.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

4º Encontro Nacional de Blogueir@s e Ativistas Digitais

Do Barão de Itararé





Nos dias 16, 17 e 18 de maio, em São Paulo, são aguardados 500 ativistas digitais de todo o país. A organização do encontro disponibilizará hospedagem para os 200 primeiros inscritos de fora da capital paulista e alimentação para os 500 participantes. O evento acontece no Hotel Braston (Rua Martins Fontes, 330 - Centro).
Na sexta-feira, 16 de maio, o Encontro Nacional promoverá um Seminário Internacional que se propõe a dar continuidade aos debates do 1º Encontro Mundial de Blogueiros realizado em outubro de 2011 em Foz do Iguaçu (PR). Seis conferencistas internacionais discutirão mídia, poder e América Latina, seguido de um debate sobre a luta pela democratização da mídia no Brasil.
No sábado, 17 de maio, a proposta é retomar a experiência do primeiro encontro nacional realizado em 2010 por meio das desconferêncas. As atividades iniciam com uma discussão sobre a juventude e a força das novas mídias e será seguido das desconferências, em que serão formados grupos de debates. Nesses grupos, o debate será iniciado por ativistas convidados e todos os participantes terão vez e voz para relatar suas experiências e participar dos debates. Após as desconferências, os grupos voltam a se reunir para discutir a mídia e as eleições de 2014 e, na sequência, haverá uma festa de confraternização.
No domingo, 18 de maio, os debates serão sobre a Carta de São Paulo e ações do movimento de blogueir@s e ativistas digitais.
As inscrições já estão abertas na página blogprog.com.br/inscricoes. As taxas de inscrição são R$ 50 (cinquenta reais) para os participantes em geral e R$ 20 (vinte reais) para estudantes, sendo necessário o envio do comprovante de matrícula na instituição indicada para o email inscricoes@blogprog.com.br.
Data: 16, 17 e 18 de maio de 2014 
Local: Hotel Braston (Rua Martins Fontes, 330 - Centro - São Paulo/SP)
Inscrição: blogprog.com.br/inscricoes 
Taxa de inscrição: 50 reais para o público em geral e 20 reais para estudantes
***

PROGRAMAÇÃO

*A confirmar
16 de maio, sexta-feira
09 horas — Abertura
10 horas — Debate: Mídia, poder e contrapoder
  • Ignácio Ramonet – fundador do jornal Le Monde Diplomatique (França); 
  • Pascual Serrano – criador do sítio Rebelion (Espanha); 
  • Andrés Conteris – Integrante do movimento Democracy Now (Estados Unidos); 
  • Dênis de Moraes – professor da Universidade Federal Fluminense. 
14 horas — A mídia na América Latina
  • Osvaldo Leon – integrante da Agência Latina Americana de Informação (Alai-Equador) 
  • Damian Loreti – professor (Argentina)*;
  • Iroel Sánchez – blogueiro cubano; 
  • Emir Sader – sociólogo e cientista político.
17 horas — A luta pela democratização da mídia no Brasil
  • Luiza Erundina – coordenadora da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão (Frentecom)*;
  • Rosane Bertoti – coordenadora do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC);
  • Laurindo Lalo Leal Filho – professor da USP e ex-ouvidor da Empresa Brasil de Comunicação (EBC);
  • Luciana Santos - vice-presidente nacional do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e deputada federal por Pernambuco.
17 de maio, sábado
9 horas — A juventude e a força das novas mídias
  • Pablo Capilé – Fora do Eixo;
  • Renato Rovai – revista Fórum;
  • Jeferson Monteiro – Dilma Bolada*;
  • PC Siqueira – MTV*
  • Beá Tibiriçá – Coletivo Digital
14 horas — Troca de experiências sobre a blogosfera e o ciberativismo;
18 horas — A mídia e as eleições de 2014
  • Lula*
19 horas — Festa de confraternização.
18 de maio, domingo
10 horas — Plano de ação do movimento nacional de blogueir@s;
  • Definição do local do V Encontro Nacional, em 2016;
  • Aprovação da Carta de São Paulo;
  • Eleição da nova comissão nacional organizadora.
Convidados para iniciar os debates das desconferências: 
Marco Aurélio Weissheimer (RS);
Esmael Morais (PR);
Zé de Abreu (RJ)*;
Tarso Cabral (PR);
Leonardo Sakamoto (SP);
Cynara Menezes (DF);
Miguel do Rosário (RJ);
Gilberto Maringoni (SP);
Fernando Brito (RJ)*;
Fábio Malini (ES);
Lola Aronovich (CE);
Daniel Pearl (CE);
Altino Machado (AC);
Diógenes "Jimmy" Brandão (PA);
Altino Machado (AC);
Marcos Vinicius (GO)*;
Jean Wyllys (RJ)*;
Túlio Viana (MG);
Lucio Flávio Pinto (PA);
Claudio Nunes (SE)*;
Vito Giannotti (RJ);
Oldack Miranda (BA)*;
Douglas Belchior (SP);
Edmilson Costa (SP);
Daniel Menezes (RN)*;
Deodato Ramalho (CE);
Beto Mafra (MG);
Cido Araujo (SP);
Bemvindo Siqueira (RJ).

terça-feira, 25 de março de 2014

A União Europeia não anexará a Ucrânia

Por Pepe Escobar, Rússia Today

A nova Ucrânia de “Yats”, Tyahnybok e Yarosh assinou, na maior correria, os itens políticos de um acordo de associação com a União Europeia (EU) em reunião em Bruxelas, na 6ª-feira passada.

Nada menos de 30 burocratas (nomeados, não eleitos) da UE também assinaram o documento, entre os quais o presidente do Conselho Europeu Herman Van Rompuy e o presidente da Comissão Europeia (CE) Jose Manuel Barroso.

É o mesmo negócio que o ex-presidente Viktor Yanukovich decidira rejeitar em novembro passado – rejeição que, na sequência, levou aos protestos na praça Maidan, a um putsch apoiado pelos EUA apesar de recheado de atores fascistas e neonazistas, o que levou Moscou a assumir o controle da Crimeia sem disparar um tiro.

Assim, em teoria, é o negócio que deu início a tudo. Essa não-entidade sem cara, ao estilo de Magritte, que atende pelo nome Van Rompuy, disse que “reconhece as aspirações do povo da Ucrânia, que quer viver em país governado por valores, por democracia e sob o império da lei.”

Muita calma nessa hora. Contenham os cavalos (mongóis). Como mostra a história, “democracia” e “império da lei” nada têm a ver com o governo dos mudadores-de-regime, do Setor Direita ou do Partido Svoboda em Kiev.

Yanukovich rejeitou o negócio com a UE por duas razões essenciais: (1) o negócio destruiria a indústria ucraniana (abrindo a porta à invasão por produtos ocidentais e o saque dos ricos solos agricultáveis da Ucrânia, pelo agronegócio ocidental); e (2) o negócio forçaria a Ucrânia a obedecer aos protocolos militares da OTAN.

O que foi assinado na 6ª-feira não é o xis da questão; é só uma integração comercial (leia-se: “Agora, podem saquear a Ucrânia”). A UE deixou a parte essencial para depois. Antes, o FMI terá de polir os detalhes mais mortíferos de próximo “ajuste estrutural”. Mas o Conselho Europeu já está prometendo[1] um jardim de rosas.

Trata-se, sempre, da OTAN

‘Especialistas’ acadêmicos e midiáticos em surto histérico repetem, 24 horas por dia, sete dias por semana, que, amanhã cedo, a Ucrânia já estará integrada à União Europeia (já praticamente em bancarrota). Nada disso. O negócio final não passará de um acordo de associação; depois, ainda haverá estrada longa e sinuosa até o país ser admitido na UE (admissão que, por falar dela, a maioria absoluta dos estados-membros da UE não querem).

O artigo 7.2. do acordo de associação determina que a Ucrânia terá de submeter-se à política externa e de segurança comum (PESC) [orig. common foreign and security policy (CFSP)] e à política europeia de segurança e defesa (PESD) [orig. European security and defense policy (ESPD). As condições podem ser lidas nos próprios documentos.[2]

Essa obscura – inclusive para muitos europeus – PESD é, nada mais nada menos, que o pilar europeu chave da OTAN. Tradução: ali se detalha o modo como a União Europeia é e permanece subordinada aos EUA (que controlam a OTAN). Por exemplo: a UE só pode agir em algum determinado caso DEPOIS de a OTAN decidir não agir. Além disso, o acordo de março de 2003 +Berlim[3] permite que a União Europeia use maquinário e softwares da  OTAN para operações militares, se e somente se a OTAN declinar de usá-los.

Tudo isso significa, essencialmente, isso sim, que a Ucrânia já está com o pé na estrada na direção de ser legalmente subordinada ao projeto da OTAN. Como outros analistas independentes, também tenho escrito, desde o início, que todo esse drama geopolítico visa, em primeiro lugar e sobretudo, à anexação da Ucrânia pela OTAN, não por alguma União Europeia.[4]

O pervertido caso de amor entre OTAN e Ucrânia começou no início dos anos 2000s. Depois de muito discutir-a-relação, ficou resolvido que OTAN-sim ou OTAN-não seria algum dia votado em referendo nacional. No encontro de Bucarest em 2008, a OTAN abriu os braços: declarou que a Ucrânia poderia vir e unir-se, no instante em que cumprisse as exigências. Em 2010 Yanukovich anunciou que a Ucrânia mudara de ideia, que perdera o interesse. Mesmo assim, a Ucrânia foi mantida como membro muito forte de uma Parceria para a Paz [orig. Partnership for Peace (PfP)], iniciativa da OTAN.[5]

Não surpreende que a OTAN esteja agora fazendo horas-extras no serviço de vender ao mundo a noção de que a Ucrânia está(ria) “sob ameaça” – e que deve unir-se “à aliança” o mais rapidamente possível. O secretário-geral da OTAN – aquele espantosamente medíocre poodle dos EUA, Anders Fogh Rasmussen – disse que estaríamos vivendo hoje a mais grave ameaça à segurança da Europa desde o fim da Guerra Fria: “Esse é o toque de despertar. Para a comunidade euro-atlântica. Para a OTAN. E para todos que se sintam comprometidos com uma Europa una, livre e em paz.”

Esqueceu de acrescentar: uma Europa livre e pacificamente submetida ao Pentágono.

O principal comandante militar da OTAN – não surpreendentemente, é norte-americano –, o general Philip Breedlove, anda espalhando por aí a ‘notícia’ de que a Rússia teria reunido força militar “muito, muito, muito considerável e muito, muito, muito pronta” nas fronteiras leste da Ucrânia. Moscou nega e repete que todos esses soldados lá estão conforme os exatos termos de acordos internacionais.[6]

Alguém, é claro terá de ceder. O ministro de Defesa da Rússia, general Sergey Shoigu conversou pelo telefone com Chuck Hagel, el supremo do Pentágono. Estão discutindo uma “desescalada das tensões”. Mas parece que burocratas e políticos da União Europeia e empregados da OTAN não foram informados.

Agora... será a vez da Transdnístria?[7]

A conversa da imprensa-empresa ocidental e dos ‘especialistas’ midiáticos na UE é que o incansavelmente demonizado presidente Putin deseja(ria) “desestabilizar” a Ucrânia e criar uma esfera de influência russa no sul e leste da Ucrânia até Odessa. Claro. Oh yes. E quer também anexar a Transdnístria.

Nada disso. De fato, foi o presidente do parlamento da Transdnístria, Mikahil Burla, quem pediu que Moscou incorporasse à Federação Russa a região de língua russa, no oeste da Moldávia. Afinal de contas, já em 2006, 97,2% dos que votaram em referendo então realizado declararam exatamente o mesmo desejo. Qual é o problema?

O problema é que a Moldávia – exatamente como aconteceu à Ucrânia – está às vésperas de assinar um acordo de associação e livre comércio com a União Europeia. E a Transdnístria (como, há poucos dias, a Criméia) não quer ser incluída no tal acordo.

Falta agora ver como a UE – essencialmente mediante o FMI – conseguirá ‘salvar’ a monstruosamente falida economia ucraniana. Um acordo de associação só tornará as coisas ainda piores e mais sombrias para os ucranianos médios. Venha o dinheiro que vier para Kiev, virá necessariamente condicionado a fatídicas cláusulas de ‘austeridade’.

Moscou não precisa “anexar” ou “invadir” coisa alguma. Moscou só precisa recostar-se à poltrona, relaxar e assistir aos movimentos do ocidente que tenta gerir a confusão monstro que o próprio ocidente criou. Exceto a retórica metida a feroz da OTAN e o papel assinado em Bruxelas na 6ª-feira, que não é importante, há poucos sinais de que os EUA (perdidos eles mesmos na confusão de tantos ‘pivôs’ que inventaram, para lá e para cá) e uma depauperada União Europeia terão capacidade, habilidade e disposição para cumprir o difícil trabalho de apoiar sem interrupção o governo dos mudadores-de-regime em Kiev.

Todos esses 15 anos que transcorreram depois que a OTAN bombardeou[8] a ex-Iugoslávia – levaram a surto serial de mudação de regimes; à balcanização do país; e a um “grande prêmio” (Kosovo convertido em Mafialândia; e a principal instalação imobiliária do país, “Camp Bondsteel”, item chave do Império Norte-americano de Bases). Agora, Rasmussen quer na Ucrânia um replay da OTAN na Iugoslávia?! Só imbecis entram correndo onde até os anjos temem tropeçar. A Rússia não é o Kosovo. ********


Tradução Vila Vudu


[4] 25/2/2014, Pepe Escobar, “A OTAN anexará a Ucrânia?”, Russia Today, traduzido em http://redecastorphoto.blogspot.com.br/2014/02/pepe-escobar-otan-anexara-ucrania.html
[7] “Transdnístria”, “região além do rio Dniester” (mais em http://pt.wikipedia.org/wiki/Transn%C3%ADstria) [Nts].

domingo, 23 de março de 2014

Sanções, Vladimir Putin e talvez... um novo sistema financeiro, livre de Wall Street e da City de Londres?

Por Umberto Pascali, Entrevista ao Global Research

Na Ucrânia trata-se, basicamente, do exato oposto do que a imprensa-empresa e políticos não param de repetir nos EUA e na Europa. O que dizem é que uma suposta ‘comunidade internacional’ teria ‘isolado’ a Rússia e Vladimir Putin. De fato, quem está isolado são, isso sim, os patrocinadores do golpe de estado e de toda a violência na Ucrânia; e não estão isolados só moralmente: estão isolados também estrategicamente.


E é Putin, o primeiro que fez frente e derrotou a estratégia norte-americana de dominação, quem recebe o mais entusiasmado apoio de seu próprio povo e a crescente admiração de todo o mundo. A imprensa-empresa sempre dependente do grande (e também do pequeno) capital e políticos ‘midiáticos’ de todos os tipos não admitem nem ouvir tal coisa. Mas essa é a realidade. Sem exagero, pode-se comparar a resistência que se vê hoje à resistência contra Napoleão e contra Hitler.

Bem poucos sabem exatamente o quanto a situação foi perigosa. O quanto se chegou perto de uma verdadeira guerra.

Os incompetentes representantes da tal ‘comunidade internacional’ perderam completamente o senso de realidade e usaram armas de desestabilização social, insurreição armada, assassinato por matadores profissionais, uma marcha fascista em Kiev em tudo semelhante à Marcha sobre Roma de Mussolini, tomando como alvos a população russa.

Tentaram dar à Rússia o tratamento que deram a Líbia – e sequer fizeram segredo de seus ‘planos’.

Depois da garantia que George H W Bush deu a Mikhail Gorbachev de que a OTAN não seria usada para avançada militar contra o Leste, sucessivos governos dos EUA fizeram repetidamente exatamente o que os EUA haviam-se comprometido a não fazer... O objetivo é cercar a Rússia. Com a sorridente hipocrisia das hienas, deixaram bem claro que não haveria alternativa além de a Rússia render-se ao poder militar e às capacidades de propaganda da OTAN.

Nada de concessões, nada de negociações. Ou, melhor dizendo, tão logo houve negociações e as negociações levaram a um acordo, dia 21/2, as gangues neonazistas em Kiev foram incitadas a escalar a violência armada, tomar o Parlamento e outros prédios do governo, espancar e intimidar quem não aceitasse...

‘Diplomatas’ ocidentais imediatamente reconheceram o golpe de estado neonazista como ‘governo legítimo’. Yatsenyuk, candidato de Victoria Nuland, declarou-se primeiro-ministro, enquanto membros do Parlamento estavam sendo brutalmente espancados na rua, suas residências invadidas, suas famílias aterrorizadas... no caso de não apoiarem o processo democrático...

Esses criminosos levaram a situação até bem próximo de uma verdadeira guerra nuclear. Putin deixou bem claro que a Rússia – que perdeu importante parcela de sua população na guerra contra o nazismo e aceitou ver Moscou em chamas, para conseguir derrotar as forças de Napoleão – não se renderia. Aquele foi momento ainda mais perigoso que a crise dos mísseis em Cuba, em 1962. Mas Putin denunciou o blefe.

Então, quando a população da Crimeia (e não só os crimeanos) pediu ajuda e proteção contra as gangues armadas e apoiadas pela OTAN, a máquina de propaganda entrou em alta rotação no ocidente. Mas já era tarde demais.  Nesse sentido, Putin não salvou só a Rússia: Putin deu uma chance a toda a Europa, como a Rússia já fizera antes, na 2ª Guerra Mundial.


A insurreição fascista armada e o golpe em Kiev não foram guerra contra a Rússia, ou, pelo menos, não foram guerra só contra a Rússia. A insurreição fascista armada e o golpe em Kiev foram também guerra contra a Europa. Não só contra a burocracia na União Europeia (UE), cuja lealdade corre sempre na direção das grandes instituições financeiras, mas contra a Europa dos vários países reduzidos à miséria e ao desespero pelas medidas de austeridade e pelo saqueio econômico operado por Wall Street e pela City de Londres.

A Ucrânia foi desestabilizada, como tentativa para conseguir que a Europa entrasse em guerra perene contra a Rússia.

De fato, os interesses de ambos, da Europa e da Rússia, estão postos num plano econômico comum a esses dois lados, de desenvolvimento de toda a área. Esse plano foi proposto por Putin e por ex-líderes alemães, como os ex-chanceleres Helmut Kohl e Gerhard Schroeder. Esse projeto, precisamente, é que teve de ser ‘contido’ com os $5 bilhões que Victoria Nuland consumiu para ‘ajudar a democracia’. E agora, apesar de toda a retórica, a propaganda, o dinheiro e o barulho em geral, aquele plano inicial ainda é a melhor e mais óbvia direção a seguir.

O ponto mais importante a compreender é que essa guerra e a correspondente política dos EUA, de saque e ‘loteamento’ de parte do mundo não interessam aos europeus e nem, menos ainda, aos próprios norte-americanos.

Esse é o grande segredo que já ninguém conseguirá manter oculto. Os governos de EUA e países europeus NÃO SÃO entidades independentes, não são soberanos, não mandam no próprios destinos. Não têm o desejo político e nem, sequer, a competência e a habilidade para agir em benefício dos próprios cidadãos. Esses governos são controlados por bancos poderosos e seus poderosos interesses. São governos que foram já tomados, ocupados, pelas forças de dois centros financeiros que pouca importância dão à economia real. Wall Street e a City só se interessam por especulação e saqueio.

Em resposta, dia 4/3, Sergey Glaznyev, conselheiro econômico de Putin, declarou abertamente que, se os abutres financeiros insistirem, a Rússia pode criar um sistema financeiro independente, separado do dólar norte-americano. Glazyev explicou aos urubus vampiros:

“A Rússia mantemos maravilhosas relações econômicas e de comércio e trocas com nossos parceiros do sul e do oriente. Haveremos de encontrar meio para pôr fim à nossa dependência dos EUA, e, também, arrancaremos lucros dessas sanções. Se se aplicarem sanções contra a estruturas do estado russo, seremos obrigados a nos deslocar para outras moedas e a criar nosso próprio sistema de compensação. Seremos forçados a reconhecer a impossibilidade de pagar empréstimos que bancos norte-americanos fizeram a estruturas estatais russas. Sanções sempre são facas de dois gumes. Se os EUA resolverem congelar nossos bens, ‘congelaremos’ alguns de nossos negócios em dólares...”

Essa estratégia está sendo chamada de “Opção Nuclear Financeira”. Pode reduzir a cinzas e ruínas todo o sistema de predação e saque de Wall Street.

Os parceiros do sul e do oriente dos quais falou Glazyev são, é claro, os países BRICS, Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul – a parte saudável, não podre, da economia mundial, o futuro.

E isso, exatamente é o que o porta-voz oficial do Kremlin, Dmitry Peskov, indicou em entrevista à BBC:

“Sanções contra a Rússia podem ser o gatilho que falta para forçar muitos países a criar um sistema financeiro novo, independente, baseado na economia real. O mundo está mudando rapidamente. Quantas civilizações nasceram e morreram no curso da história? Quem saberá resistir contra a pressão de sistemas moribundos, e indicar ao povo o caminho para o futuro?”

A possibilidade de um novo sistema financeiro independente do império já em colapso do dólar, como consequência das sanções anti-Rússia também foram assunto de influentes veículos da imprensa-empresa russa, entre os quais Russia Today (ver “Sanctions effect: Rússia to change its economic partners…for the better” [Efeito das sanções: Rússia trocará de parceiros econômicos (para melhor)], RT (
http://rt.com/op-edge/russia-switches-to-brics-sanctions-357/).

Sanções ocidentais podem empurrar a Rússia na direção de aprofundar a cooperação com os estados BRICS, em especial podem levar o país a estreitar laços com a  China – o que, adiante, pode acabar por ser grande catástrofe para EUA e Europa.


Dia 18/3, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que a Rússia trocaria de parceiros, caso lhe fossem impostas sanções pela União Europeia e pelos EUA. Lembrou que o mundo contemporâneo já não é unipolar e a Rússia tem fortes laç~ços também com outros estados, por mais que a Rússia deseje manter-se em boas relações com os parceiros ocidentais, especialmente com a União Europeia, dados o volume de comércio e os projetos conjuntos em andamento.

Esses ‘novos parceiros’ não são, de fato, novos, dado que a Rússia já vive intimamente conectada com eles há mais de 13 anos. Trata-se, é claro, dos chamados países BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Os BRICS representam 42% da população do planeta e cerca de ¼ da economia mundial, fatores que fazem do bloco de estados um importante ator global.

Os países BRICS pensam de modo semelhante no apoio e no respeito aos princípios da lei internacional, sobre o papel central do Conselho de Segurança da ONU e os princípios que mandam não usar a força nas relações internacionais; por isso estão tão ativos na esfera do encaminhamento e solução de conflitos regionais. Mas a cooperação entre Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul vai além dos aspectos políticos e se evidencia também num comércio dinâmico e em muitos projetos em várias áreas.

Hoje, há no total mais de 20 formatos de cooperação em desenvolvimento entre os países BRICS. Por exemplo, em fevereiro os estados-membros firmaram acordo sobre 11 possíveis projetos de cooperação científica e técnica, da aeronáutica à bio e nanotecnologia.

Para modernizar o sistema econômico global, no centro do qual estão EUA e a União Europeia, os líderes de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul criaram a BRICS Stock Alliance [2011[1]] e estão criando um banco próprio de desenvolvimento, para financiar grandes projetos de infraestrutura. No total, apesar das ferozes críticas contra os BRICS, como organização sem futuro, aqueles países estão desenvolvendo e ampliando a cooperação entre seus membros e, sim, os BRICS têm mostrado resultados bastante bons.

Com a suspensão da participação da Rússia no G-8 e o reforço de sanções econômicas contra a Rússia, indústrias específicas podem vir a ser atingidas, inclusive com limites à quantidade de bens importados. Enquanto o ocidente dedica-se a agredir duramente a Rússia, é boa hora para começar a ver que a Rússia há muito tempo se prepara para mudar-se para outros mercados, dentre os quais os países BRICS, sempre pensando em expandir suas alternativas comerciais. ********


Tradução Vila Vudu



* Trechos transcritos de entrevista de Umberto Pascalli, dia 19/3/2104, ao programa “The People Voice”, TV Macedonia, apresentado por Slobodan Tomic.
[1] 18/10/2011, Gazeta Russa (com matéria das agências): “Bolsas dos BRICS anunciam aliança”: A Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros do Brasil, BM & F BOVESPA; a Bolsa Interbancária de Câmbio de Moscou (MMVB, na sigla em russo); a corporação de bolsas de Hong Kong; a Bolsa de Valores de Joanesburgo (JSE); a Bolsa indiana NSE; e a Bolsa de Valores de Bombay, anunciaram, durante a 51ª reunião anual geral da World Federation of Exchanges (WFE), em Joanesburgo, sua intenção de criar uma aliança. Há notícia também no Boletim Interno da BV de São Paulo (em http://www.bmfbovespa.com.br/pt-br/noticias/2011/Bolsas-BRICS-anunciam-alianca-durante-a-51-reuniao-anual-geral-da-WFE-2011-10-13.aspx?tipoNoticia=1&idioma=pt-br). MAS PARECE ABSOLUTAMENTE NÃO HAVER NOTÍCIA ALGUMA SOBRE ISSO nos noticiosos e em lugar algum, EM NENHUM dos veículos do Grupo GAFE (Globo-Abril-Folha de S.Paulo-Estadão) [NTs]. 

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Todos a Cuba em outubro!

Do blog Cuba Viva:


CONVOCATÓRIA


Cuba Solidariedade 2014



III Encontro Mundial de Solidariedade com Cuba de 27 a 29 de outubro de 2014.

Palácio de Convenções, Havana.

O Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP), as organizações sociais e de massas cubanas e o capítulo cubano da Rede em Defesa da Humanidade, convocamos ao III Encontro Mundial de Solidariedade com Cuba, “Cuba Solidariedade 2014”.
Este encontro do Movimento de Solidariedade com Cuba, dando seguimento as suas duas edições anteriores, confirmará o respaldo internacional à vigência do modelo de justiça social que Cuba simboliza e sua viabilidade como alternativa para esse “outro mundo melhor e possível” pelo qual lutamos os povos do mundo.
Em meio a uma constante agressão, desinformação midiática e crise global, este será um encontro que facilitará um espaço de construção de iniciativas, propostas e intercâmbios de estratégias a favor da solidariedade com Cuba, em prol de aperfeiçoar nossos instrumentos e mecanismos de luta para dar a conhecer mais efetivamente a verdade, sustentá-la como bandeira e levá-la aonde mais se necessite.
No momento de convocar nosso III Encontro Mundial, o povo de Cuba segue recebendo o impacto de 50 anos de guerra econômica e desumano bloqueio, o qual seguiremos resistindo e vencendo, além dos falidos porém inalteráveis intentos imperialistas de isolar internacionalmente nossa Revolução. Nosso povo seguirá unido, construindo e melhorando seu socialismo e aportando suas modestas experiências aos processos de integração deste hemisfério, que oferecem alternativas viáveis mirando o futuro de nossos filhos e ante o demonstrado e rotundo fracasso do capitalismo neoliberal.
Acompanhados do pensamento anti-imperialista, visionário e humanista de Martí e Fidel, guias e eternos expoentes de nossas tradições, Cuba ratifica sua vocação internacionalista e solidária com todas as causas nobres que beneficiam os povos e o gozo de seus mais elementares direitos: a liberdade, a paz e a justiça social.
Desde esta ilha afro-asiática, latino-americana e caribenha, no 55° aniversário de sua Revolução, convidamos todas as forças, movimentos, grupos, personalidades e pessoas de bem, a fomentar tudo o que nos une, respeitando nossas diferenças que, em última instância, constituem outra de nossas riquezas: a diversidade. Assim, os esperamos de 27 a 29 de outubro de 2014.
Será o Encontro da “jura de milhões” que convocou o Heroi da República de Cuba, Gerardo Hernández Nordelo, na qual estaremos enraizados, ainda, na luta que não terminaremos até termos de volta os nossos Cinco lutadores antiterroristas.

Nos vemos em 2014!

Comitê Organizador



PROGRAMA

Programa do III Encontro Mundial de Solidariedade com Cuba de 27 a 29 de outubro de 2014.


Segunda-feira 27 de outubro

07:00-07:45 Café da manhã no hotel.
08:00 Saida do hotel
09:00-09:45 Ato de inauguração no teatro Karl Marx.
09:45-10:00 Recesso
10:00-11:30 Conferência sobre a atualização do modelo econômico e social da Revolucão Cubana.
11:30-13:00 Conferência sobre a política exterior da Revolução Cubana e da integração latino-americana e caribenha.
13:00-15:00 Tempo livre para almoço
15:00-16:30 Conferência sobre a cooperação internacional da Revolução Cubana.
16:30-17:00 Recesso
17:00-19:30 Intervenção das delegações.
21:00 Noite cubana com os Comitês de Defesa da Revolução.

Terça-feira 28 de outubro.
07:00-07:45 Café da manhã no hotel.
08:00 Saida do hotel
09:00- 13:00 Encontros Regionais por áreas geográficas em salas (em comissões).
13:00-14:30 Almoço incluído
15:00-17:30 Homenagem a Camilo Cienfuegos. Desfile desde a Praça da Revolução até o Malecón.
18:00-19:30 Encontro de Parlamentares na Casa da Amizade.
18:00-19:30 Oficina: “Redes Sociais e Meios Alternativos” no Palácio das Convenções.
18:00-19:30 Oficina: “O turismo socio-político em Cuba” no Palácio das Convenções.
20:00 Cerimônia de condecoração com a Medalha da Amizade a personalidades amigas. Atividade com os condecorados e convidados na Casa da Amizade.
Atividades opcionais para os demais participantes.


Quarta-feira 29 de outubro.

07:00-07:45 Café da manhã no hotel.
08:00 Saida do hotel
09:00-13:00 X Colóquio pela Libertação dos Cinco e contra o Terrorismo. (Teatro K. Marx)
09:00-13:00 Encontro de estudantes e egressos de outras nacionalidades. (P. C.)
09:00-13:00 Colóquio: “A paz, necessidade imperiosa da Humanidade” (P.C.)
13:00-15:00 Almoço incluído
15:00-16:30 Leitura e aprovação da Declaração Final e plano de ação para o trabalho (Teatro K. Marx)
16:30-17:00 Recesso.
17:00-19:00 Ato de encerramento.
21:00 Hrs Concerto pela amizade de Cuba com o mundo. (Teatro K. Marx)


Quinta-feira 30 de outubro

Regresso das delegações aos seus países ou incorporação às atividades opcionais propostas pelo evento.

Nota: No domingo 26 de outubro, na sede do ICAP, acontecerá um intercâmbio com os líderes do movimento de solidariedade com Cuba que estejam presentes neste momento em nosso país.


OFERTAS DE PREÇOS
III Encontro Mundial de Solidariedade de 26 a 30 de outubro de 2014 (4 noites).
Preços do pacote em CUC por pessoa.
Preços alojamento pré e pós evento por pessoa por noite em CUC, válidos para antes de 26 de Outubro e até a noite de 31 de outubro.
Hoteis
Plan
DBL
SGL
TPL
Plan
DBL
SGL
TPL
Hoteis 1 *
CP
155,00
180,00
145,00
CP
14,00
20,00
13,00
Hoteis 2**
CP
175,00
200,00
170,00
CP
20,00
25,00
18,00
Hoteis 3***
CP
190,00
240,00
185,00
CP
25,00
35,00
20,00
Hoteis 3*** plus
CP
250,00
305,00
240,00
CP
25,00
35,00
20,00
Hoteis 4****
CP
300,00
395,00
290,00
CP
30,00
40,00
25,00
Hotel Palco
CP
300,00
395,00
290,00
CP
45,00
55,00
x
Hoteis 5*****
CP
345,00
480,00
325,00
CP
70,00
90,00
65,00
Hotel MELIA HABANA
CP
395,00
565,00
380,00
CP
70,00
90,00
65,00
Hotel MELIA COHIBA
CP
460,00
655,00
445,00
CP
70,00
90,00
65,00
Acreditação do evento
25.00 CUC por pessoa

Serviços incluídos no pacote através da  Agência de Viagens AMISTUR CUBA
INCLUI
ALOJAMENTO
4 noites de alojamento com café da manhã incluido de 26 a 30 de Outubro no hotel segundo solicitação do cliente.
OUTROS SERVIÇOS INCLUÍDOS
  • Almoço com 1 bebida incluida no dia 28 de Outubro.
  • Almoço com 1 bebida incluida no dia 29 de Outubro.
  • Ônibus para traslado segundo programa do Evento.
  • Assistência direta permanente por guias de turismo.
  • Traslado de chegada e saida desde o aeroporto internacional Jose Martí ao hotel escolhido e do hotel ao aeroporto.
NÃO INCLUI
  • Apólice de seguro
  • Acreditação no evento (25 CUC por participante).
  • Refeições adicionais.
  • Vôos Domésticos e/ou Internacionais.
  • Taxas aeroportuárias. 
  • Excesso de bagagem.
  • Bebidas alcoólicas, refrigerantes ou água mineral engarrafada adicionais.
  • Chamadas telefônicas pessoais nacionais ou internacionais.
  • Acesso a Internet.
OUTRAS NOTAS
Deve enviar sua solicitação aos seguintes contatos: infoicap@icap.cuamistur@amistur.cu ,3encuentromundial@icap.cu , coventas2@amistur.cu com seu nome e sobrenomes completos, número de passaporte, data de chegada e saída do país com confirmação de vôos e hotel solicitado. As vagas se confirmam na medida que se envíe a informação solicitada.
De forma obrigatória todos os viajantes estrangeiros e cubanos residentes no exterior, para ingressar ao país, devem contar com uma apólice de seguro de viagem, com cobertura de gastos médicos, expedida por entidades seguradoras reconhecidas em Cuba assim como o cartão de entrada ao país.
Durante o evento poderão desfrutar das seguintes ofertas de excursões
e atividades opcionais:
Dia 28 de Outubro a noite
Cabaret Tropicana, " Um paraíso sob as estrelas" Oferta especial de Eventos; desfrute das diferentes manifestações culturais cubanas, show artístico com oferta gastronômica por pessoa que inclui: ¼ Garrafa de Rum Habana Club Añejo 3 años +1 refrigerante e 1 salgadinho
Cabaret Parisién, desfrute do Show e coquetel de Boas-vindas
Cabaret Habana Café, 1/4 Garrafa de rum Havana Club por pessoa, com 1 refrigerante e 1 salgadinho.
Visita noturna ao Complexo Morro Cabaña, desfrute cerimônia do Canhonaço das 9h00 da noite
Club Jazz Café, inclui 4 doses de Rum Havana Club Añejo Blanco, 1 Refrigerante de cola por pessoa.
Club La Zorra y el Cuervo, desfrute de espetáculo de jazz, inclui 2 coqueteis por pessoa.

Outras ofertas de excursões para os dias 30, 31 de Outubro e 1° de Novembro, para pessoas que permaneçam no país
Excursão a Cidade de Santa Clara, memorial Che Guevara e trem Blindado, 1 noite de alojamento no hotel Santa Clara Libre; Segundo dia: visita a Playa Girón, museu Playa Girón e almoço.
Cabaret Tropicana, " Um paraíso sob as estrelas" Oferta especial de Eventos; desfrute das diferentes manifestações culturais cubanas, show artístico com oferta gastronômica por pessoa que inclui: ¼ Garrafa de Rum Habana Club Añejo 3 años +1 refrigerante e 1 salgadinho
Excursão a Cidade de Santa Clara, memorial Che Guevara e trem Blindado, com almoço em restaurante local.
Excursão ao polo turístico de Varadero. Desenvolvimento turístico e sua harmonia com o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável assim como o investimento estrangeiro, dia em Hotel tudo incluido (All Inclusive).
Excursão a localidade de Playa Girón, Museu Playa Girón, almoço em restaurante local e tempo de praia.
Excursão ao Polo turístico de Viñales, Passeio en bote, Cueva del Indio, almoço em restaurante local.
Excursão ao polo turístico de Varadero. Desenvolvimento turístico e sua harmonia com o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável assim como o investimento estrangeiro, almoço no Complexo Praça América.
Excursão à Comunidade de Desenvolvimento Sustentável “Las Terrazas”, almoço em restaurante local.
Cabaret Parisién, desfrute de Show y coquetel de Boas-vindas
Excursão ao Complexo Turístico das Praias do Leste da Havana com almoço incluido em restaurante local.
Caminhada pelo centro histórico de Havana Velha, suas praças, ruas e lugares de interesse social e cultural, com almoço incluido em restaurante local.
Cabaret Habana Café, 1/4 Garrafa de rum Havana Club por pessoa, com 1 refrigerante, 1 salgadinho.
Visita noturna a Complexo Morro Cabaña, desfrute cerimônia do Canhonaço das 9h00 da noite
Club Jazz Café, inclui 4 doses de Rum Havana Club Añejo Blanco, 1 Refrigerante de cola por pessoa.
Club La Zorra y el Cuervo, desfrute de espetáculo de jazz, inclui 2 coqueteis por pessoa.

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